my desires
escrevo somente o que não pode mais se calar. noutras palavras, sou muito romântica.
escrevo somente o que não pode mais se calar. noutras palavras, sou muito romântica.
Escritório mexicano formado pelo arquiteto Jorge Luis Hernández Silva em 1988, Hernandez Silva Arquitetos trabalha com um qualificado grupo de profissionais, os quais vem se destacando pela qualidade da arquitetura produzida, tanto residencial, interiores residencial e comercial como os edificios.
Obras:
Bar Nut’s Tres, Guadalajara, Mexico



Bar Nut’s Cuatro, Guadalajara, Mexico



Restaurant La Grelha, Guadalajara, Mexico



Desarrollo Santa Fe, Zapopan, Mexico



Casa Hecht Uno, Zapopan, Mexico




Casa Lucke Orozco, Guadalajara, Mexico



conteúdo por Abduzeedo
Renzo Piano nasceu em Genova, Italia, no dia 14 de setembro de 1937. Dentro de uma família cheia de construtores, temos sorte por ter contrariado a lógica, e consequentemente ter se tornado em um dos maiores arquitetos do mundo. E o que mais admiro.

Entrou na Escola de Arquitetura na Politécnica de Milão. Ainda estudante ganhou uma boa experiência trabalhando aos cuidados de Franco Albini e em obras da construtora de seu pai, onde teve um contato mais prático da profissão. Após sua graduação, fez viagens de estudo pra Grã-Bretanha e América, que foram muito significativas para o rumo de sua carreira, principalmente com a amizade feita com Jean Prouvé.
Jean Prouvé foi uma grande influência em sua vida profissional. Renzo ainda trabalhou em conjunto com Louis Kahn na Philadelphia e com Makowski em Londres, antes de fundar o escritório “Piano & Rogers”, em 1971, em parceria com o arquiteto inglês Richard Rogers. Desta parceria nasceu um grande projeto que conseguiu destaque em uma paisagem já consolidada em uma das mais linda cidades do mundo: o Centro Pompidou em Paris. Uma bela inserção urbana para um complexo cultural, que hoje faz parte da cidade e está entre os pontos turísticos a serem vistos da cidade francesa.
Centro Pompidou, Paris, França.




texto e imagens por http://abduzeedo.com.br
Sou o arquiteto do futuro. Eu vivia aí, em 2010. Trabalhava no Escritório de Arquitetura Thobias®, abastecido de café fortíssimo, a fim de terminar projetos nos últimos prazos. Uma noite, desci aos arquivos do porão. Senti um mal-estar, que atribuí aos excessos de cafeína. Fechei os olhos, abri-os. No décimo-nono degrau do porão, vi um microcubo brilhante e giratório; depois compreendi que o movimento era uma ilusão produzida pelos múltiplos futuros apresentados. Descobri um Aleph Arquitetônico. Mergulhei naqueles futuros. Antevi todos os edifícios e planos urbanísticos e teorias. Cheguei a 2035. Daqui, eu poderia descrever o futuro de todos os arquitetos (inclusive o teu, caro leitor). Prefiro relembrar destinos que sintetizam os outros.
Prefiro relembrar que Frank Gehry manteve suas obsessões em ondear e infletir e torcer e abaular e franzir e inverter e vergar e sacudir e rebater e rasgar e aluir e fender e inclinar e esculpir. Manteve tais obsessões até um crepúsculo cor de titânio, quando as curvas das suas maquetes e do seu pensamento multiplicaram-se em espirais e dobras velozes, luminescentes, que subiam aos céus acompanhadas por redemoinhos carregados com as vozes de Gian Lorenzo Bernini, de Antoni Gaudi, de Francesco Borromini, de Johannes Molzahn, de Hermann Finsterlin. Tragado pelos planos e linhas, Gehry não viu como o vento das vozes esfarelou seus rabiscos e seus estudos volumétricos. Naquele vórtice de dobras e luzes e falésias, ele explodiu. Prefiro relembrar Peter Eisenman, que aprofundou suas teorias até atingir as espessuras insondáveis das noites eternas. Seus croquis eram enigmas, suas maquetes eram segredos. Em vez de edifícios, dedicou-se a projetar esfinges e abismos. Na Divina comédia, leu que ventos e escuridões castigam o segundo círculo do Inferno. Hoje vive lá, numa infelicidade feliz.
Prefiro relembrar Jacques Herzog e Pierre de Meuron que, depois de temperos barrocos, retornaram ao minimalismo e o corroeram. Aboliram referências pessoais ou extratectônicas. Simplificaram as vedações e as texturas; depois as aboliram. Simplificaram tanto as coberturas que as aboliram. Simplificando e abolindo, extinguiram plantas, estruturas, usuários, entorno, até que a arquitetura deles converteu-se em Nada. Um inefável e simples Nada. Nas suas palestras (sempre lotadas), eles permanecem num torpor mineral, silenciosos e imóveis, durante horas. Ao final, os aplausos são unânimes. Difícil é descobrir o final… Prefiro relembrar a seita dos Neo-Manfredotafuristas (i nuovi tafuristi), que vagam, de cidade em cidade, denunciando a barbárie escondida no âmago de toda arquitetura. Em cada estímulo arquitetônico (uma planta, pilares, um azulejo) descobrem o esgotamento da liberdade e dos ideais. Comem raízes, apedrejam paisagistas, destroem departamentos universitários, incendeiam decoradores, debatem e se esmurram nas praças, nos bueiros e nos pântanos. Costumam morrer de complicações epistemológicas.
Prefiro relembrar a tarde em que o Espírito Pop (Popgeist) baixou à terra e elevou a fama de Robert Venturi aos céus. Antes de anoitecer, a roupa de Venturi ia degenerando-se em tatuagem e pasta de amendoim, as paredes dos seus projetos começaram a manar ketchup e os colaboradores desapareceram nos charcos de maionese que substituíram os assoalhos do seu escritório. O Popgeist é traiçoeiro, mas Venturi considerava tudo muito irônico e continuava projetando. Parou quando seu escritório converteu-se em sabão, espumou e escorreu pelos esgotos. O entediado Popgeist concedeu-lhe abrigo numa oficina subterrânea. Venturi continuou projetando. Numa tarde, sentiu frio: sua pele e seus desenhos transformaram-se em sorvete; janelas e portas se abriram e todas davam para supermercados infinitos. Numa janela, personagens de histórias em quadrinhos o adoravam e lhe repetiam que nenhum arquiteto tinha tanta sapiência. Socialites, stripers, futebolistas e astrólogos encomendavam-lhe projetos.
Mas ele tinha pudores em mostrar-se como sorvete. Disfarçava sua estranheza com simulacros de marketing. Apenas os clientes se retiravam, reaparecia a massa gelada. Às vezes antes. Dizem que Venturi atravessou uma porta, perdeu-se no supermercado e que agora é a fachada de um quiosque que divulga bacon. Thobias®: um Escritório de Arquitetura à frente do seu tempo. E daqui, diretamente de 2035 e do Aleph, afirmo que essas mixagens de explosões, escuridão, silêncio, apedrejamentos e sorvete resumem o futuro da arquitetura. Quem viver, viverá…
ESCRITÓRIO DE ARQUITETURA THOBIAS é uma criação de Irã Taborda Dudeque, arquiteto e historiador. Suas ficções arquitetônicas começaram em 1998, como um fanzine distribuído na pós-graduação da FAUUSP, e também estão publicadas em http://arquiteturathobias.blogspot.com.
Acho a maior graça. Tomate previne isso,cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere…
Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.
Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.
Prazer faz muito bem.
Dormir me deixa 0 km.
Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha.
Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos.
Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias.
Brigar me provoca arritmia cardíaca.
Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago.
Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano.
E telejornais… os médicos deveriam proibir - como doem!
Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo, faz muito bem! Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde!
E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda!
Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que previna.
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau!
Cinema é melhor pra saúde do que pipoca!
Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é melhor do que nada!
Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã.
Então, a rã pulou para o seu colo e disse: - Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre…
E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: - Nem fo….den…do!
FIM!!!
(Luís Fernando Veríssimo)